Submarino.com.br

Entrevistas de emprego: dicas essenciais para não morrer na praia

Vinicius | 18 de maio de 2010 | Comentários (1)
entrevista_emprego_carreira

Você espera ansiosamente e chega o grande dia da entrevista para trabalhar naquela empresa que você sempre admirou. Quando é esse o caso, geralmente ficamos um pouco mais ansiosos, nervosos do que o normal. O porte da empresa chega até a intimidar um pouco,  inclusive as posturas das pessoas que o atendem até chegar a hora de encontrar o entrevistador frente a frente pode influenciar em seu emocional.

Todo esse momento, desde a hora em que saímos de casa e que precede uma entrevista deve ser pensado e bem administrado, afinal qualquer evento pode tirar-nos a concentração e fazer com que apresentemos um nervosismo fora do normal, que para o entrevistador pode deixar uma péssima impressão. O resultado disso a gente já sabe, não é?

Porém. chegar “ileso” emocionalmente na entrevista é apenas a primeira parte da batalha. Depois vem a parte mais difícil, que é encarar perguntas as vezes das mais inusitadas, e que podem desmontar toda nossa preparação anterior. Por isso, estar sempre atento a algumas dicas de especialistas ao se fazer entrevistas pode ser o grande diferencial na sua estratégia de vencer a concorrência e chegar lá.

Veja estas dicas preciosas disponibilizadas pelo IDGNow. Destaquei em laranja aquelas que na minha opinião devem formar a base de nosso preparo para qualquer tipo de entrevista. Saber “ler” o entrevistador é fundamental.

1 – Você é pego desprevenido por perguntas impróprias ou ilegais.
Não é nada ético que recrutadores perguntem coisas como o estado civil do entrevistado e se ele tem filhos. Em alguns lugares, chega a ser contra a lei. Mas alguns recrutadores fazem e deixam o candidato em uma situação muito embaraçosa.

A coach de carreira Susan Whitcomb, autora de vários livros sobre gerenciamento de carreira, recomenda um processo de três passos ao responder a essas questões:

1 – Evite uma resposta direta à questão caso tenha alguma chance de prejudicar sua candidatura;
2 – Reflita rapidamente sobre a real intenção do recrutador ao realizar a pergunta;
3 – Dê uma resposta que atenda à possível expectativa do recrutador.

Quando questiona se o candidato é casado, por exemplo, o recrutador pode estar pensando em um estilo de vida que possa atrapalhá-lo no dia-a-dia do trabalho. Whitcomb sugere, por exemplo, que o usuário responda que está em uma relação sólida, com uma pessoa que dá apoio total na carreira e que dê exemplos sobre como a relação não atrapalhou empregos anteriores.

2 – Uma mancha na carreira do candidato entra em discussão
Muitos candidatos a emprego mostram alguma mancha em seu histórico de carreira, como uma demissão, uma passagem muito rápida em algum emprego ou até mesmo uma demissão por justa causa. A abordagem desse tema pode fazer toda a diferença.

De acordo com Whitcomb, tentar ocultar esses fatos deve estar fora de cogitação. “Responda as respostas que você mais teme e encontre respostas positivas para todas. Durante a entrevista, se antecipe ao esclarecer algumas dessas questões sobre posições de trabalhos anteriores”, sugere. Uma boa saída é mostrar o que aconteceu, dizer o que aprendeu com a situação e comprovar que não repetiria erros do passado.

3 – Uma resposta medíocre escapa
Não importa quanto o candidato se preparou para uma entrevista, pode acontecer de ter um branco e dar uma resposta insatisfatória. Nem tudo está perdido, no entanto. O candidato ainda terá a chance de voltar à questão mais tarde, diz a especialista em carreira do site Vault.com, Connie Thanasoulis-Cerrachio.

Connie relembra de uma entrevista em que deu uma resposta insatisfatória a uma pergunta inesperada, mas conseguiu contornar a situação 10 minutos depois. Ela lembrou de um projeto que faria parte de uma resposta satisfatória e perguntou se poderia voltar à questão anterior. O recrutador concordou e ela pôde consertar o erro.

4 – Respostas sem objetividade
Quando um candidato a emprego não sabe como responder determinada pergunta, ele costuma “enrolar” até que o recrutador desista daquela questão. Esse é um grande erro.

Se você perceber que está indo para esse caminho, pare. “Não há nada errado em dizer que não entendeu a pergunta ou que precisa de mais detalhes para conseguir respondê-la”, diz Connie.

A pausa para considerar uma questão de forma mais aprofundada também pode ser positiva, pois mostra ao recrutador que você tem a entrevista sobre controle. “Eu aprecio quando percebo que os candidatos entendem que estão perdendo o eixo e se estabilizam para retomar o controle”, afirma a recrutadora.

Como saber se você está dando voltas? Whitcomb diz que as respostas à maioria das entrevistas de emprego não deveriam tomar mais de dois minutos para serem articuladas. A exceção é quando a questão aborda temas comporamentais.

E você, destes conselhos qual considera o mais importante no seu ponto de vista? E qual o mais difícil de seguir? Conhecer nossas deficiências nesse ponto é crucial para que possamos corrigir nosso comportamento e aumentar nossas chances de um desfecho positivo nos processos seletivos que enfrentamos.

As dicas de entrevista foram publicadas no IDGNow.

Artigos que também podem lhe interessar:

Divulgue este artigo no Twitter!

Compartilhe com seus amigos!:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter
Related Posts with Thumbnails

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Tags: , , , , ,

Categoria: Carreira, Comportamento

About Vinicius: Veja o perfil do autor.

Deixe uma Resposta




Se quiser uma imagem com seu comentário, pegue um Gravatar.

CommentLuv badge

Switch to our mobile site