Submarino.com.br

Analfabetismo funcional assombra o Brasil mas podemos mudar isso

Vinicius | 23 de junho de 2010 | Comentários (0)

analfabetismo_funcional

O fantasma do analfabetismo ainda assusta muito o Brasil e você verá dados alarmantes a seguir. Se você acha que ganha um baixo salário, a resposta (ou pelo menos parte dela) está neste triste cenário de que fazemos parte. Entenda a gravidade do assunto e reflita conosco sobre como podemos contribuir para mudar tudo isso:

O Brasil tem aproximandamente 10 milhões de analfabetos atualmente, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). E por analfabetos, entenda-se quem não consegue ler absolutamente nada. Porém, há outro tipo de analfabetismo que começa a preocupar o governo, e é o analfabetismo funcional. Considerando esse tipo de analfabetismo, o número salta para 33 milhões de pessoas!

Mas o que é analfabetismo funcional? Segundo artigo do UOL…

Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), analfabeto funcional é o indivíduo com menos de quatro anos de estudos completos. Em geral, lê e escreve frases simples, mas não é capaz de interpretar textos e colocar ideias no papel.

A dificuldade de interpretar questões básicas na leitura é uma questão gravíssima e que afeta o desenvolvimento do país. Veja estes dados e entenda um pouco mais da nossa situação:

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) , do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontaram que o Brasil tem o grande desafio de combater o chamado analfabetismo funcional, que atinge 25% da população com mais de 15 anos, entre outras agravantes, constitui um problema silencioso e perverso que afeta o dia a dia nas empresas.

Neste universo não estamos incluindo pessoas que nunca foram à escola, mas sim aquelas que sabem ler, escrever e contar; chegam a ocupar cargos administrativos, porém não conseguem compreender a palavra escrita. Computadores provocam calafrios e manuais de procedimentos são ignorados; mesmo aqueles que ensinam uma nova tarefa ou a operar uma máquina. No entanto, este perfil de profissionais prefere ouvir explicações da boca de colegas.

Calcula-se que, no Brasil, os analfabetos funcionais somem 70% da população economicamente ativa. O resultado não é surpreendente, uma vez que apenas 20% da população brasileira possui escolaridade mínima obrigatória (ensino fundamental e ensino médio). Para 80% dos brasileiros, o ensino fundamental completo garante somente um nível básico de leitura e de escrita.
No mundo todo há entre 800 e 900 milhões de analfabetos funcionais, ou seja, uma camada de pessoas com menos de quatro anos de escolarização; mas pode-se encontrar também neste meio, pessoas com formação universitária e exercendo funções-chave em empresas e instituições, tanto privadas quanto públicas. Entre suas características, não têm as habilidades de leitura compreensiva, escrita e cálculos para fazer frente às necessidades de profissionalização e tampouco, da vida sociocultural às necessidades de profissionalização e tampouco, da vida sociocultural.

Se você parar para pensar um instante na sua carreira profissional sobre situações de mal-entendidos na comunicação imagino que não serão poucas as lembranças. Fulano acha que disse uma coisa e beltrano acha que ouviu outra…e assim as empresas perdem rios e rios de dinheiro. Quanto retrabalho não tem gerado? Isso sem contar o estresse que tudo isso causa para todos os envolvidos.  

Basta ver em muitos cursos de pós-graduação as pérolas que saem durante disciplinas que tratam de comunicação, expressão e interpretação de textos. Eu pessoalmente já ouvi cada uma…

Uma esperança para mudar isso: o voto!

Não adianta pensar em melhores salários, mais empregos seja na área de Tecnologia ou qualquer outra, economia saudável se o Brasil não conseguir acabar com o maior entrave para o seu desenvolvimento, e eu e você temos grande responsabilidade nisso nas próximas eleições.

Temos que conhecer os planos de nossos candidatos para a educação e sua prioridade em sua lista. Chega de deixar que empurrem essa questão com a barriga. Sem gente preparada e capacitada no país não há como crescer no ritmo que poderíamos. empresas não conseguem lucrar a contento devido a falta de capital humano criativo. E com pouco dinheiro empresas não crescem, só pode haver baixos salários (mesmo com falta de pessoal qualificado no mercado) e o maldito ciclo que se perpetua. 

E você, o que acha dessa situação? Acredita que o Brasil pode virar esse jogo a seu favor? Como nós, profissionais de TI podemos ajudar nessa questão? Dê sua opinião!

Veja mais detalhes do que vem sendo feito no Brasil para tentar diminuir o déficit de educação no artigo do UOL.

Artigos que também podem lhe interessar:

Divulgue este artigo no Twitter!

Compartilhe com seus amigos!:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter
Related Posts with Thumbnails

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Tags:

Categoria: Carreira

About Vinicius: Veja o perfil do autor.

Deixe uma Resposta




Se quiser uma imagem com seu comentário, pegue um Gravatar.

CommentLuv badge

Switch to our mobile site